segunda-feira, 6 de março de 2017

Saying goodbye

The saddest thing about the world is that we're constantly leaving someone or something behind. We stick to nothing, hold on to nothing and that's what makes us so full. 
The only thing that helps me keep going and saying goodbye is just the knowledge that at the same time we let go of something good, we're walking forward to find new and exciting experiences.

Letting go is necessary.
Forgetting is unacceptable.

(February 10th, 2017. What a fucking great year.)

I'm crazy in my head

Eyes can say more than any word can. 
They hide nothing
They may be the best way to exchange feelings and intentions.
It's intimate
secret
and misterious.

The first quick look at those eyes I felt only something good could come out of it. An then again, everytime they stared at me, full of passion and a certain kind of sensuality I can't really explain, I felt like my soul was being read entirely, but with no judgement whatsoever - only this tender care about who I am and what I've got to share.
The connections between us are what makes us really human.

*SOME PEOPLE ARE CRAZY IN THEIR HEADS, AND THAT'S WHEN I LIKE THEM*

(09 de fevereiro de 2017. Hamburgo - Alemanha. THIS IS FOR MATILDA)

So-called love

We're made out of relations. So many people in the world and the way we connect transforms who we are in such a huge extent that we call it love. 
Love in its numerous variations and coming in every form we can imagine. But still, love.
It's not about time, it's about intensity. It's about opening yourself truly to someone and discovering what they have to offer with an open mind and heart.

(09 de fevereiro de 2017. Hamburgo)

Considerações sobre a existência e as relações humanas na Europa

O mundo é grande demais pra nos perdermos em verdades absolutas. É grande demais pra nos fecharmos pro que difere de nós. É grande demais pra nos conformarmos com o conforto do conhecido, com a falta de risco, do frio na barriga.
A gente se constrói a partir de reações individuais a experiências diferentes, e estar em constante reconstrução é não ser indiferente à toda vida que acontece fora da nossa própria perspectiva - é absorver, não só observar.
Dividimos as terras, desenvolvemos línguas e criamos costumes. Nos sentimos longe, distintos e conflitantes. Aprendemos a desprezar o que não conhecemos e nos parece inferior - e idolatrar o que parece superior.
Ilusões à parte, somos todos um bando de "eu" criando alguns "nós". Enquanto seguirmos nos preocupando mais com nossos absolutismos, vamos continuar sendo separados por definições pré criadas da nossa existência.

Nossa existência é observar, absorver, transcender e expandir.
Se não for assim, é desperdício de vida.


(08 de fevereiro de 2017. Hamburgo - Alemanha)

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Adulthood

Ser adulto cansa, ser adulto exige, ser adulto dói. A vida  adulta não se importa com o quão boa foi a sua intenção. Ela quer resultado. Eficiência. Ganho.
Ela pode às vezes ser doce e cheia de esperança, como o voo de um pássaro que sabe que não tem hora pra chegar, e que pode repentinamente mudar a direção pra qual se dirige, até porque sabe que o que lhe dá prazer é, no fundo, a sensação de estar no alto por si só. Mas é uma doçura que se disfarça dentro de um mar de incertezas, não sabendo bem como chegar até a superfície e deixar de se afogar. É uma esperança que, assim como o pássaro, pode cair feio justamente por estar no ar.
Ser adulto é entender a importância da sinceridade e autenticidade, e aceitar as consequências calado sabendo que nada são além daquilo que você mesmo criou. Ser adulto é parar de crer que as coisas vão acontecer como elas devem acontecer e perceber que sua atitude tem mais valor do que suas crenças.
Os desesperos acontecem, nos dominam e sempre retornam. A vida adulta não entende nossa sensibilidade. Ela é rasa e fria. Ela queima vivo, ela corta sem dó.
Pra nossa sorte, não nascemos adultos. Nos tornamos. E por mais crucial e importante que seja, a vida adulta só sobrevive porque a construímos na base de uma infância de despreocupações e uma adolescência de experiências únicas. Amadurecer a criança não significa esquecê-la. Se fosse assim, estaríamos todos mortos.

(16 de janeiro de 2017. Freaking out.)

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Sofrimento Imposto

O  ano de 2016 pra mim foi de pura desconstrução. Poder perceber as amarras a que somos condicionados desde pequenos é um sentimento de encontro próprio, de afirmação da nossa identidade, da nossa diferença e, ainda assim, da nossa semelhança. É como perceber que você estava perdido mas todo mundo esqueceu de te dizer que você precisava voltar pra casa.
A desconstrução liberta, mas ela também dói. Ela transforma nosso corpo e nossa mente, mas aperta nosso coração. Justamente por estarmos nos descobrindo fora de alguns padrões impostos, se torna difícil pra nós estarmos em perfeita sintonia com aqueles que não compreendem a nossa necessidade de sairmos dessa caixa de expectativas e imposições. E é de extrema insensibilidade tentarmos nos convencer de que a compreensão e o reconhecimento das pessoas que aprendemos a amar e admirar desde pequenos não nos é mais importante.
Esses pensamentos intrigam, afinal, com que propriedade reclamamos da nossa situação se todos os dias vemos pessoas morrendo e sofrendo de formas absurdas simplesmente por estarem vivendo plenamente a autenticidade do seu ser. Mas não desmerecendo o sofrimento e a luta desses, é preciso também falar sobre aqueles que sofrem diariamente na quietude da sua casa, num olhar reprovador, numa palavra dura ou num depoimento de opressão escondida. Esses sofrimentos nos afetam e nos reprimem, nos fazem menos seguros de nós mesmos e ajudam na consolidação de ideias errôneas sobre aquilo que nos faz feliz.
Por mais que às vezes pareça mais fácil reduzirmo-nos a uma existência miserável e escondermos nossa honesta identidade, essa vida pequena e rasa não nos satisfaz mais. A luta é dura, mas a resistência precisa ser constante. A dor nos acompanha, o coração segue apertado, mas fazemos isso não apenas pela vontade de vivermos intensa e verdadeiramente, mas porque queremos garantir a possibilidade de uma vida mais tranquila e segura pra aqueles que ainda vêm.
Fica a certeza de que precisamos seguir nos desconstruindo, descobrindo um jeitinho de segurarmos uns aos outros e levantarmos essa onda de aceitação e amor que a gente sabe que ainda existe.

(29 de dezembro de 2016, sofrendo um pouquinho mas feliz com a afirmação da minha identidade durante o ano)


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Mudança e resistência

Ouvi dizer que 2016 foi o ano de fechamento de ciclos, e por mais que nem sempre acredite em tais ideias, essa me pareceu se adequar bastante ao ano que tive. Tudo parece ter chegado ou estar chegando ao fim, o que me assusta de uma forma bem grotesca.
Fechar um ciclo significa, consequentemente, iniciar um novo, mas nós temos essa tendência incessante de evitar o término de um período que nos foi bom e prazeroso, com medo de que o próximo passo seja a escolha errada. Mas acontece que não existe escolha errada quando queremos sair do nosso quadrado, ter novas experiências e descobrir caminhos diferentes. Existe, sim, se dar conta de que talvez esse caminho não seja o adequado no momento, mas isso nunca quer dizer que foi um erro. Quer dizer que foi uma tentativa. Sempre válida.
Chega de estar sempre num lugar confortável que não te exija nada mais do que você já está acostumado. Chega de estar satisfeito com aquilo que te satisfazia há muito tempo atrás. Já disse isso tantas vezes, mas nunca é demais: mudar é necessário.
Mas falar é fácil, claro, porque a dor que sentimos ao fecharmos um ciclo que nos fez feliz é imensa. Mas a dor não vem pela mudança, ela vem pela resistência. Insistimos em não aceitar que o que nos espera pode ser tão melhor do que já conhecemos, e que mesmo que não for, a graça é descobrirmos. E assim criamos feridas de “e se...” que nos acompanham pelo resto da vida.
A cada minuto fazemos escolhas que mudam o rumo de tudo o que vivemos, cada qual na sua própria proporção. E por mais que essas escolhas pareçam difíceis de serem feitas, no fundo a gente sabe. Nosso ser, toda a nossa existência nos diz continuamente, a gente só finge não ouvir pra evitar o processo de mudança que imaginamos tão doloroso.

Então que 2016 represente a nossa capacidade de esclarecermos tudo que ainda nos é incógnito, e que possamos escolher aquilo que nos deixa genuinamente plenos e completos, sem medo da dor de mudar. Essa dor é necessária e nos ajuda a encontrarmos nossa própria paz. Já a dor da resistência, essa nos acompanha em todas as incertezas da vida.