terça-feira, 26 de agosto de 2014

Vida Compreendida

A vida, essa grande bola de neve. Uma mistura de sentimentos contrastantes que eu nem sei se podemos nomear. A vida não poupa ninguém, isso é certo, e não importa o quanto nossos problemas nos tiram do sério, o quanto perdemos de horas nas noites remoendo cada coisinha errada que aconteceu conosco. Não adianta todos os choros, os gritos, as músicas tristes ou os potes de sorvete. A vida é assim, amigo. Bem-vindo! Pode ficar à vontade, tirar os sapatos e deitar no sofá. Só cuida pra não se distrair demais, daqui a pouco a vida te pega.
Tanta gente procura entendê-la e busca respostas nas coisas mais loucas possíveis: a ciência, a religião, a arte... ah, quem dera alguma delas pudesse nos ajudar! Existem coisas que podem tentar nos explicar um milhão de vezes, e a gente só vai entender quando vier de dentro. Quando tivermos uma compreensão maior, interior, profunda e silenciosa. Aquele clique de “ei, a vida é assim, a vida é isso e eu posso e vou lidar com ela do jeitinho que ela é”.
Eu sei que parece uma forma um tanto quanto subjetiva e até ineficiente de se aceitar alguma coisa, mas acreditem, não existe outro jeito. E também não quero dizer que essa compreensão em mim é completa, mas me sinto de certa forma lisonjeada de ter tido condições de percebê-la e principalmente desenvolvê-la por conta própria. O que falta nas pessoas hoje em dia é a introspecção, a vontade de conhecimento próprio. E, ao contrário do que vocês devem estar pensando, isso não é egoísmo. Não é levantar o nariz e só ver eu mesmo no mundo. Não, isso é um processo silencioso. Um processo mental e espiritual, que demanda uma grande capacidade de aceitação e valorização de si mesmo.

Duvido muito que alguém um dia vá conseguir nos dar uma explicação sobre a vida que nos faça entendê-la em todos os seus aspectos, mas nada nos impede de tentar entender a nossa própria vida através dos meios que nos são dados e que nos agradam mais... isso é, desde que todas as vidas consigam existir e compreender-se em harmonia.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Bem-vindo, Ninguém

Ainda não tenho certeza dos motivos que me levaram a criar um blog (veja só que estupidez) e tenho menos certeza ainda se vou mantê-lo por um dia que seja. Mas na vontade repentina e imediata, de nada custa tentar.
Talvez o fato de que meu notebook estragou recentemente e perdi os cerca de 25 textos que eu tinha salvo somente nele (chegamos aí a mais uma estupidez) tenha-me feito achar a ideia de salvar tudo isso online tentadora. Ou quem sabe, no meu fundo inconsciente, desejo que alguma editora de grande nome me encontre por acaso e acabe por me fazer famosa.
Mas a opção mais provável é simplesmente que acho válido tentar criar um espaço que seja meu, onde eu possa simplesmente escrever sem moderação e sem cobrança. Por isso, esse é um blog secreto - ao menos por enquanto. Não vou me pressionar a escrever regular ou perfeitamente, e no momento, ele será só meu. Caso um dia eu sinta a necessidade, vou enviar o link pra algum amigo muito próximo ou algo assim. Ou talvez não, vai saber.
Vou deixar que ele ande no meu ritmo e transformá-lo em um abrigo e resgate pra quando eu precisar. Então, seja bem-vindo, Ninguém! Sinta-se à vontade pra olhar, revirar, bagunçar e transformar o Retrato Secreto de (minha) Vida Anônima.