A vida, essa
grande bola de neve. Uma mistura de sentimentos contrastantes que eu nem sei se
podemos nomear. A vida não poupa ninguém, isso é certo, e não importa o quanto
nossos problemas nos tiram do sério, o quanto perdemos de horas nas noites
remoendo cada coisinha errada que aconteceu conosco. Não adianta todos os
choros, os gritos, as músicas tristes ou os potes de sorvete. A vida é assim,
amigo. Bem-vindo! Pode ficar à vontade, tirar os sapatos e deitar no sofá. Só
cuida pra não se distrair demais, daqui a pouco a vida te pega.
Tanta gente
procura entendê-la e busca respostas nas coisas mais loucas possíveis: a
ciência, a religião, a arte... ah, quem dera alguma delas pudesse nos ajudar!
Existem coisas que podem tentar nos explicar um milhão de vezes, e a gente só
vai entender quando vier de dentro. Quando tivermos uma compreensão maior,
interior, profunda e silenciosa. Aquele clique de “ei, a vida é assim, a vida é
isso e eu posso e vou lidar com ela do jeitinho que ela é”.
Eu sei que
parece uma forma um tanto quanto subjetiva e até ineficiente de se aceitar
alguma coisa, mas acreditem, não existe outro jeito. E também não quero dizer
que essa compreensão em mim é completa, mas me sinto de certa forma lisonjeada
de ter tido condições de percebê-la e principalmente desenvolvê-la por conta
própria. O que falta nas pessoas hoje em dia é a introspecção, a vontade de
conhecimento próprio. E, ao contrário do que vocês devem estar pensando, isso
não é egoísmo. Não é levantar o nariz e só ver eu mesmo no mundo. Não, isso é
um processo silencioso. Um processo mental e espiritual, que demanda uma grande
capacidade de aceitação e valorização de si mesmo.
Duvido muito
que alguém um dia vá conseguir nos dar uma explicação sobre a vida que nos faça
entendê-la em todos os seus aspectos, mas nada nos impede de tentar entender a
nossa própria vida através dos meios que nos são dados e que nos agradam
mais... isso é, desde que todas as vidas consigam existir e compreender-se em
harmonia.