sábado, 21 de fevereiro de 2015

Sobre água, amor e essas coisas

O amor é complicado. Uns tem e nem percebem, outros lutam tanto por ele que acabam se esquecendo de amar, outros o tem a tanto tempo que já estão acostumados. Alguns desfrutam do melhor que ele pode oferecer, outros os sentem em silêncio e ainda têm aqueles já cansaram de procurar.
          Eu juro que não queria estar escrevendo sobre isso, parece um assunto tão batido. Ninguém tem muito mais a dizer. E ainda assim todo mundo continua batendo na mesma tecla. É um pouco assustador, não é?
           Fico me perguntando se a gente sabe que é amor quando é. Dizem que sim, mas e se não? E se a gente nem perceber que ele tá ali? Eu tremo só de pensar. Ninguém me disse ainda como essas coisas funcionam (talvez por meio de textos abstratos, mas é que minha interpretação muitas vezes sai toda errada).
           É só que... eu não sei o que esperar. Nem sei se eu devia esperar alguma coisa. Tenho medo de achar que uma enxurrada vai atingir minha vida e aí puff, é amor. Mas, o que acontece se for só uma gotinha que vai cair no meu ombro e eu nem perceber? A gota pode secar e eu nem vou ficar sabendo. Pode acontecer né? É provável.
      Enxurrada ou gota, eu quero é chuva. Quero a água no meu rosto, levando embora toda a incerteza que cresce cada vez mais em mim. Quero que me molhe inteira, seja tudo de uma vez ou gota por gota. Acho que na hora nem vai importar tanto. O importante é que aí eu vou parar de ter medo de tempestade.


(16 de fevereiro de 2015)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

10 maneiras de ser - um pouquinho mais - feliz (de acordo com uma garota de 16 anos)

1. Reserve um tempo da sua vida pra fazer o que você gosta. Entre estudos e trabalho, tire um tempinho que for pra fazer alguma coisa diferente e que te permita colocar todos os sentimentos pra fora de alguma forma. Valem aulas de natação, piano, desenho, karatê, teatro, fotografia, vôlei, dança, violão... sério, possibilidades não faltam.
2. Tenha um bom relacionamento com seus pais. Mesmo que vocês tenham opiniões diferentes ou contrastantes, tente ao máximo manter um relacionamento ao menos de respeito mútuo. O tempo vai te mostrar o quão bom é poder ter seus pais por perto.
3.  Seja flexível em todos os seus relacionamentos. Quando se trata de pessoas que a gente gosta, vale mais estar junto do que estar certo. Não é pra você não ter opinião própria, mas tente ceder às vezes. Entenda que seus amigos não são iguais a você (e nem têm que ser!), permita que cada pessoa tenha seu jeito e não tente mudá-lo ou controlá-lo.
4. Tenha um tempo consigo mesmo. Escute um álbum de um artista que goste, assista a um filme, escreva, desenhe. Pense. Estar sozinho não é feio, é essencial. Nós precisamos desse tempo pra colocar os pensamentos em ordem e digerir a nossa vida com calma e sabedoria.
5. Preencha seu dia. Ficar todos os dias o dia todo em casa sem fazer nada realmente significativo é uma das piores formas de morrer. Tente ao máximo preencher seu dia com coisas que te dão prazer, trabalho e estudos (que querendo ou não te ajudam muito a crescer). Mesmo estando em casa, procure se ocupar com coisas que considere importante.
6.   Faça exercícios físicos regularmente. Ok, podem dizer que eu roubei esse item de uma revista sobre saúde (e pode até ser que estejam certos), mas é inegável. Pratique algum exercício físico (caminhar no parque da cidade também vale!) pelo menos 3 vezes por semana por meia hora. Ajuda a liberar o estresse e te faz pensar melhor!
7.   Se desafie. Desde coisas pequenas como usar uma roupa que você acha linda, mas tem medo de usar em público até coisas maiores como achar um novo emprego ou trocar o curso da faculdade. Mudanças são necessárias e são o ciclo em que a vida corre naturalmente. Uma hora ou outra as coisas terão que mudar, então é bem melhor fazer isso antes, quando você tem opções pra escolher, do que esperar ser forçado à mudança.
8.  Mantenha-se informado. Leia jornais, revistas, sites informativos e tudo mais que puder. Saber do que acontece no mundo te permite discutir com as pessoas sobre isso, te ajuda a abrir sua cabeça e a entender um pouco melhor como o mundo realmente funciona – fora da sua bolha.
9.  Não se faça de vítima. As coisas dão errado pra todo mundo, parceiro. O jeito como cada pessoa encara os erros é que muda tudo. Não deixe que um passo errado faça você achar que todos estão contra você ou algo assim. Olhe pra frente e lembre-se que a vida é tua. Olhe pro lado bom das coisas que te acontecem, que aí sim elas vão melhorar.
10.  Não siga regras pra ser feliz. Essa aqui pode ser minha fórmula secreta pra felicidade, mas poxa! As pessoas são tão diferentes. Procure sua própria forma de viver feliz, contanto que não machuque os outros. E só não deixe ninguém dizer se o que você faz é certo ou errado (só se tiverem feito uma lei contra isso, aí você tá lascado amigo).


(16 de fevereiro de 2015. Segunda-feira de carnaval sozinha num quarto ouvindo o álbum “Sábado” do Cícero. Vish, quando mesmo eu comecei a escrever textinho de auto-ajuda?)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

O que eu sabia ou já nem sei

Engraçado achar essa frase justamente no dia que eu tinha pensado em voltar a escrever. A vida andava tão corrida que eu nem parava pra pensar no que eu tava sentindo, quem dera então escrever sobre isso. Mas hoje eu percebi que parte da minha frustração é justamente o fato de que ela tá aqui, sabe? Se eu não estivesse de férias eu poderia simplesmente colocá-la nos meus passos de dança, e aí tudo estaria bem. Mas eu ainda estou tentando descobrir o que fazer com todas as circunstâncias. Não sei onde eu coloco meus medos e inseguranças, nem minhas conquistas e alegrias. Eles simplesmente não parecem pertencer juntos.
Tanta coisa presa dentro de mim que eu até esqueci de iniciar um novo parágrafo. Então aqui está.  Não acho que esse momento seja tão cruel assim, mas o sofrimento sempre parece pior aos olhos do sofredor né? Pronto. Agora até já desliguei o álbum do Kasabian que tava tocando aqui. Já posso dizer oficialmente que meus sentimentos estão guardados nesse texto, e espero do fundo da alma que ele me ajude a perceber que é só a maré que tá ruim.
Sei que tá tudo abstrato, mas a simples realidade é que a gente não pode fazer tudo ao mesmo tempo. Deus, queria que não fosse assim. A gente poderia simplesmente fazer tudo. Sem hora de voltar. Experimentar todos os gostos da vida. Ah, como eu queria! Queria poder experimentar de tudo, e quando gostasse de alguma coisa, eu queria mesmo era ficar com ela pro resto da vida. Mas poxa, chega uma hora que essa maldita vida é só bifurcação atrás de bifurcação. Já nem sei os caminhos que eu deixei pra trás, muito menos aonde eles iriam me levar. E como a gente vai saber, afinal? É tudo uma questão de instinto e juro, o meu não tá funcionando muito bem ultimamente.
Esse texto ficou mais pessoal do que eu planejei. Talvez eu nem saiba mais colocar sentimentos em um texto bonitinho cheio de metáforas e palavras complicadas. Ou talvez eu nunca soube. Quer saber? Nem sei mais.