Look at the whole picture.
It's impossible to be perfect
in all your relationships
at all times.
That doesn't mean you're a bad person.
It only means you're alive.
31 de julho de 2019.
segunda-feira, 12 de agosto de 2019
Feminino
Sinto como se pudesse ver algumas partes minhas se desgrudando e sendo levadas pelas ondas do mar.
Dói.
Mas se olho com atenção, no horizonte encontro, emergindo das águas, uma nova possibilidade de mim.
Há tanto tempo prego uma frequência que, mal sabia eu, nem a mim mesma cabia. Mas finalmente encontrei caminhos, pelas águas, pela terra, pelo fogo, pela arte e, principalmente, pelo feminino, pra buscar minha essência e minha intuição.
Eu me amo.
Me amo inteiramente, com todas as minhas falhas, toda minha consciência e inconsciência. Amo meu corpo e o que ele representa. Minha matéria, meu conteúdo.
Amo minhas possibilidades. Amo o que me espera e o que me transforma.
E assim já é.
02 de julho de 2019.
Dói.
Mas se olho com atenção, no horizonte encontro, emergindo das águas, uma nova possibilidade de mim.
Há tanto tempo prego uma frequência que, mal sabia eu, nem a mim mesma cabia. Mas finalmente encontrei caminhos, pelas águas, pela terra, pelo fogo, pela arte e, principalmente, pelo feminino, pra buscar minha essência e minha intuição.
Eu me amo.
Me amo inteiramente, com todas as minhas falhas, toda minha consciência e inconsciência. Amo meu corpo e o que ele representa. Minha matéria, meu conteúdo.
Amo minhas possibilidades. Amo o que me espera e o que me transforma.
E assim já é.
02 de julho de 2019.
segunda-feira, 29 de abril de 2019
Objetivo e neutro
O
que se perde em um instante de silêncio? E mais ainda, o que se ganha?
Sentir é subjetivo. Arte pressupõe poética. Emoção
parte de dentro, mas encontra abrigo fora. Nada na dança é objetivo.
Nada no movimento é neutro. Nenhuma palavra é vazia.
Vivenciar arte é uma constante busca por aquilo que
não se pode medir.
Acessibilidade em Trânsito Poético - 26 de abril de 2019
sábado, 13 de abril de 2019
Tempo espiralado
Escutar
o corpo e respeitar seu próprio tempo é uma tarefa difícil. Nem sempre
aprendemos isso quando aprendemos dança.
O
que há de movimento na pausa?
O
que a pausa propõe no movimento?
O
movimento parte da pausa.
A
pausa evidencia o movimento.
A
partir da compreensão do que sou eu e do que me faz sentido é que busco a
experiência cotidiana do movimentar-me. Não me parece estranho que o caminho
até essa consciência seja árduo, já que a vida inteira aprendemos a pensar com
a mente, mas nunca experimentamos pensar com o corpo. Assim que venho tentando
pensar, quando possível.
Então
me aproximo de um novo espaço. Da mesma forma como meus antepassados se
aproximaram há 200 anos. Relacionar nossas angústias é espiralar-me no tempo, e
assim me sinto menos sozinha. Logo me vêm à cabeça a imagem das outras duas
partes de minha trança de gente. A força feminina que me alicerça. Percebo a
segurança que elas sentem naquele espaço, e pela primeira vez imagino como foi
construído esse caminho.
Aí
então entendo que sempre fui força aterrada.
Hoje,
porém, sou descontrole sutil.
Registro da experiência na aula de Estudos dos
Processos Criativos III, dia 11 de abril de 2019. Escrito dia 13 de abril de
2019.
sábado, 6 de abril de 2019
SalvaJam de perguntas infinitas
Quais as relações que crio em Salvador?
E mais ainda, como me relaciono comigo mesma?
Por que escolhi a arte?
Seria possível viver sem ela?
E, de qualquer forma, será possível viver (d)ela?
Transbordo.
Não sei o que fazer com tudo que sai de mim.
Se deixo aqui, me afogo.
Mas onde encontro lugar pra desaguar tudo que grita em meu corpo?
Sou feliz porque a arte me escolheu.
Porque sou livre e me permito ser.
Porque aprendi a não duvidar do meu corpo,
a não privá-lo,
a rir à toa.
Chorar também.
Viver com arte me torna mais humana todos os dias.
Em Salvador, o quê falta?
Por que não me deixo viver plenamente meu corpo, seus desejos e angústias?
Das coisas do mundo, eu quero as mais simples. Onde elas se perdem?
Sigo fazendo perguntas que não sei responder. Vivo no intuito de encontrar respostas.
As dúvidas me movem.
Mover é pulsar.
5 de abril de 2019
E mais ainda, como me relaciono comigo mesma?
Por que escolhi a arte?
Seria possível viver sem ela?
E, de qualquer forma, será possível viver (d)ela?
Transbordo.
Não sei o que fazer com tudo que sai de mim.
Se deixo aqui, me afogo.
Mas onde encontro lugar pra desaguar tudo que grita em meu corpo?
Sou feliz porque a arte me escolheu.
Porque sou livre e me permito ser.
Porque aprendi a não duvidar do meu corpo,
a não privá-lo,
a rir à toa.
Chorar também.
Viver com arte me torna mais humana todos os dias.
Em Salvador, o quê falta?
Por que não me deixo viver plenamente meu corpo, seus desejos e angústias?
Das coisas do mundo, eu quero as mais simples. Onde elas se perdem?
Sigo fazendo perguntas que não sei responder. Vivo no intuito de encontrar respostas.
As dúvidas me movem.
Mover é pulsar.
5 de abril de 2019
Solidão
Obrigo-me a me enxergar
é desesperador
e reconfortante
estar
Só
É um mergulho de olhos fechados
e percepções abertas
Gosto de me encontrar sozinha
Gosto das lágrimas
da melancolia
da necessidade de afeto
porque me sussurram
que estou v i v a
e que sou i n t e i r a
Inteiramente constituída de partes
que perco, muitas vezes
troco
quebro
Mas que ficam, mesmo que invisíveis
permanecem na pele
na carne
no GRITO
E deito, tranquila
Só
para amanhecer
Sol
4 de abril de 2019
é desesperador
e reconfortante
estar
Só
É um mergulho de olhos fechados
e percepções abertas
Gosto de me encontrar sozinha
Gosto das lágrimas
da melancolia
da necessidade de afeto
porque me sussurram
que estou v i v a
e que sou i n t e i r a
Inteiramente constituída de partes
que perco, muitas vezes
troco
quebro
Mas que ficam, mesmo que invisíveis
permanecem na pele
na carne
no GRITO
E deito, tranquila
Só
para amanhecer
Sol
4 de abril de 2019
Trânsito poético
O olho capta
luz e a transforma em imagem.
A pele capta
toque e o transforma em textura.
O ouvido
capta ondas sonoras e as transforma em som.
A língua
capta gosto e o transforma em sabor.
O nariz
capta ar e o transforma em cheiro.
O corpo é
movimento e o transforma em dança.
6 de abril de 2019
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