sábado, 6 de abril de 2019

SalvaJam de perguntas infinitas

Quais as relações que crio em Salvador?
E mais ainda, como me relaciono comigo mesma?

Por que escolhi a arte?
Seria possível viver sem ela?
E, de qualquer forma, será possível viver (d)ela?

Transbordo.
Não sei o que fazer com tudo que sai de mim.
Se deixo aqui, me afogo.
Mas onde encontro lugar pra desaguar tudo que grita em meu corpo?

Sou feliz porque a arte me escolheu.
Porque sou livre e me permito ser.
Porque aprendi a não duvidar do meu corpo,
a não privá-lo,
a rir à toa.
Chorar também.

Viver com arte me torna mais humana todos os dias.

Em Salvador, o quê falta?
 Por que não me deixo viver plenamente meu corpo, seus desejos e angústias?

Das coisas do mundo, eu quero as mais simples. Onde elas se perdem?

Sigo fazendo perguntas que não sei responder. Vivo no intuito de encontrar respostas.
As dúvidas me movem.
Mover é pulsar.

5 de abril de 2019

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