Sinto como se pudesse ver algumas partes minhas se desgrudando e sendo levadas pelas ondas do mar.
Dói.
Mas se olho com atenção, no horizonte encontro, emergindo das águas, uma nova possibilidade de mim.
Há tanto tempo prego uma frequência que, mal sabia eu, nem a mim mesma cabia. Mas finalmente encontrei caminhos, pelas águas, pela terra, pelo fogo, pela arte e, principalmente, pelo feminino, pra buscar minha essência e minha intuição.
Eu me amo.
Me amo inteiramente, com todas as minhas falhas, toda minha consciência e inconsciência. Amo meu corpo e o que ele representa. Minha matéria, meu conteúdo.
Amo minhas possibilidades. Amo o que me espera e o que me transforma.
E assim já é.
02 de julho de 2019.
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