Escutar
o corpo e respeitar seu próprio tempo é uma tarefa difícil. Nem sempre
aprendemos isso quando aprendemos dança.
O
que há de movimento na pausa?
O
que a pausa propõe no movimento?
O
movimento parte da pausa.
A
pausa evidencia o movimento.
A
partir da compreensão do que sou eu e do que me faz sentido é que busco a
experiência cotidiana do movimentar-me. Não me parece estranho que o caminho
até essa consciência seja árduo, já que a vida inteira aprendemos a pensar com
a mente, mas nunca experimentamos pensar com o corpo. Assim que venho tentando
pensar, quando possível.
Então
me aproximo de um novo espaço. Da mesma forma como meus antepassados se
aproximaram há 200 anos. Relacionar nossas angústias é espiralar-me no tempo, e
assim me sinto menos sozinha. Logo me vêm à cabeça a imagem das outras duas
partes de minha trança de gente. A força feminina que me alicerça. Percebo a
segurança que elas sentem naquele espaço, e pela primeira vez imagino como foi
construído esse caminho.
Aí
então entendo que sempre fui força aterrada.
Hoje,
porém, sou descontrole sutil.
Registro da experiência na aula de Estudos dos
Processos Criativos III, dia 11 de abril de 2019. Escrito dia 13 de abril de
2019.