terça-feira, 1 de agosto de 2017

Prosa de fim de viagem

Essa viagem me fez experimentar uma série de sentimentos que eu nem sabia que eu podia sentir.
Também e talvez principalmente porque ela aconteceu ao mesmo tempo que tantas outras mudanças intensas, e por mais que eu não possa dizer exatamente o que veio primeiro (ou qual desencadeou qual), nada me parece mais certo do que dizer que tudo tá conectado da forma mais sutil e poderosa.
De qualquer forma, mais do que os sentimentos bons e sensações de liberdade, independência, plenitude e reconstrução de mim mesma (que querendo ou não eu já estava esperando), os momentos ruins possivelmente representaram muito mais verdadeiramente as lições que vou tirar dessa viagem.
É difícil aceitar a "derrota", que por menor que seja nos afeta e nos é incompreensível, e cada vez mais minhas experiências na vida (que não têm sido poucas) me ensinam que tá sempre tudo bem.
Perspectivas mudam tudo. Tem tanta gente boa, linda e cheia de vida por aí, e essa viagem me faz seguir em frente buscando essas pessoas e cada vez me aproximar mais daquilo que eu realmente acho certo e me faz bem.

Último dia na Europa. Em Hamburg Stadtpark, no mais sincero sorriso por estar sendo fotografada pela alemã mais linda e interessante que eu poderia conhecer. O sol apareceu nesse dia depois de uma semana de tempo cinzento e sem graça: refletiu meu espírito grato e minha mente reconstruída.


(10 de fevereiro de 2017)

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