Como se sabe quando se está vivendo um sonho?
Por que se aprende tanto a sonhar mas não se aprende a reconhecer o sonho vivido?
Caralho, já passamos da metade do ano. É impossível não parar, agora que a loucura de fim de semestre acabou, e pensar sobre a surpresa que esse ano tem sido.
Fico feliz em constatar que eu finalmente tô vivendo sem muitos planejamentos. Me surpreende ter tido a coragem e consciência de largar um emprego fixo com grana boa por simplesmente saber ter muito mais a desenvolver.
Aliás, me surpreende as experiências inesquecíveis que eu tive viajando de forma tão relaxada e sem pré-determinações.
Enfim, sobre isso já se fez bastante registro e, de resto, o importante se guarda no interno. O que me pega mesma quando penso nisso é que eu tô possivelmente vivendo a vida que eu sempre quis e constantemente não dou o valor que eu deveria a ela. É difícil perceber que se está vivendo um sonho quando ele de fato acontece.
A questão é que viver o sonho não significa que tudo vai ser perfeito. É sonho, mas ainda é vida. E aí quando me vejo mais reclamando do que curtindo esse momento de tamanha conquista é que eu percebo o quanto a gente se torna ingrata e insensível quando em frente a uma multidão de responsabilidades da vida adulta.
E a vida não acaba quando se chega no sonho. Ela acontece. Ela vibra. Ela DANÇA. Mas ela não acaba, e o sonho já não é mais sonho. O sonho é vida. Por isso não se percebe, se deixa ir em poucos segundos entre o que pode ser e o que é.
Então, não vivamos o sonho. Vivamos o agora, celebremos o instante, a falta de fôlego.
É mais palpável que qualquer sonho.
(29 de julho de 2017. Living the dream! - and honestly, it's just life the way it is).
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