Esse tem sido
um período complicado. Não acho que isso seja exclusividade minha, aliás, as
pessoas sempre falam sobre isso (ou escrevem, enfim). O fato é que estou
vivendo aquele momento em que as coisas simplesmente mudam. Há alguns anos
atrás eu poderia estar lendo um texto um tanto quanto parecido com o que estou
prestes a escrever, e provavelmente teria achado confuso e mal-elaborado.
Então, não me julguem pela falta de clareza, este não é um texto pra ser
compreendido, mas sim sentido.
As
coisas estão sempre mudando, e isso é algo inevitável. Todavia, sempre existe
aquele momento X em que as mudanças são tão radicais que fazem você repensar
todos os seus conceitos, ideias e atitudes. Quando se é jovem então, esses
momentos se multiplicam.
Normalmente
acontece de um ano pro outro, quando começamos a trabalhar, assumimos mais
responsabilidades, precisamos decidir o que fazer na faculdade e aí por diante.
A pressão acaba caindo sem dó em cima de pessoas que ontem mesmo estavam brincando
de pega-pega no pátio de casa.
O
bom é que o ser humano é adaptável. Conseguimos nos adequar a quase todas as
condições emocionais (sim, porque o principal problema é o nosso emocional), e,
portanto, mais dia menos dia, nos acostumamos com a rotina. E o problema está
resolvido? É claro que não, porque muito mais que rotina, isso envolve
pensamentos. Opiniões. Vontades. Passei minha vida toda acreditando nisso e
querendo aquilo, e agora, eu deveria simplesmente mudar? Tenho que saber o que
fazer pro resto da vida? Acreditar em coisas que nem imaginaria antes?
Calma!
Existe uma boa notícia: você cuida de você mesmo. Mudar de opinião e ter outras
vontades não é bicho de sete cabeças. Pelo contrário, é a ordem natural da
vida. Não se assuste se você não sabe o que quer fazer da sua. Ninguém nunca
sabe.
Seja
paciente, positivo e nunca fique parado. Faça o que te der vontade no exato
momento em que você está vivendo. Crescer não é sinônimo de desvendar todos os
segredos da vida. Crescer é só brincar de um jeitinho diferente.
(12 de março de 2015. Sentindo o peso das mudanças)
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