O amor é
complicado. Uns tem e nem percebem, outros lutam tanto por ele que acabam se
esquecendo de amar, outros o tem a tanto tempo que já estão acostumados. Alguns
desfrutam do melhor que ele pode oferecer, outros os sentem em silêncio e ainda
têm aqueles já cansaram de procurar.
Eu
juro que não queria estar escrevendo sobre isso, parece um assunto tão batido.
Ninguém tem muito mais a dizer. E ainda assim todo mundo continua batendo na
mesma tecla. É um pouco assustador, não é?
Fico
me perguntando se a gente sabe que é amor quando é. Dizem que sim, mas e se
não? E se a gente nem perceber que ele tá ali? Eu tremo só de pensar. Ninguém me
disse ainda como essas coisas funcionam (talvez por meio de textos abstratos,
mas é que minha interpretação muitas vezes sai toda errada).
É
só que... eu não sei o que esperar. Nem sei se eu devia esperar alguma coisa.
Tenho medo de achar que uma enxurrada vai atingir minha vida e aí puff, é amor.
Mas, o que acontece se for só uma gotinha que vai cair no meu ombro e eu nem
perceber? A gota pode secar e eu nem vou ficar sabendo. Pode acontecer né? É
provável.
Enxurrada
ou gota, eu quero é chuva. Quero a água no meu rosto, levando embora toda a
incerteza que cresce cada vez mais em mim. Quero que me molhe inteira, seja tudo de uma
vez ou gota por gota. Acho que na hora nem vai importar tanto. O importante é
que aí eu vou parar de ter medo de tempestade.
(16 de fevereiro de 2015)
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