Preciso amar sabendo que às vezes eu só e só... preciso amar eu só.
Quando me encontro,
mesmo num tanto de gente
dou a volta em mim, me conheço,
me monto,
me desfaço, risco o traço
Sinto-me quente, sinto-me espaço
trago em mim a leveza de uma pena
e o abrigo de um abraço
Não há porque amar, se não para semear conhecimento...
Busco assim um refúgio, pro
instante de desespero
A sabedoria que me aconchega
me embala, me sossega
Como um certo mensageiro
que traz consigo a esperança
de que uma simples criança, o
amor nos entrega
Preciso amar atento, atento pra não ceder por dentro...
E por último, o cuidado
O medo do desconhecido
daquilo que de tanto falo, que às
vezes até grito
O poema, a melodia, que em mim
causam atrito
Como posso ser tão grande, se
vivo olhando pros lados
num nervosismo descontrolado
que quem sabe o tal amado, não me
chame mais de amor...
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