É engraçado, mas já me sinto sua
antes de ser. Já sinto como se essa história estivesse definida, como se existisse
um acordo mútuo que a gente não precisou nem falar sobre. Já imaginava nossas
tardes, os passeios, as músicas, e todas essas coisinhas de casal que achamos
ridículo até acontecer com a gente também.
Poxa,
até me senti egoísta escrevendo isso. Eu praticamente supus um futuro pra nós,
nem te perguntei o que você achava, se tava tudo bem, pode ser assim então? Eu
me fiz uma monarca e ditei como as coisas seriam na minha cabeça, e agora vejo
o quanto isso me prejudicou.
Acho
que sonhei esse futuro sozinha, e eu não te culpo por isso. Não era tua
obrigação seguir minha imaginação fértil, eu só achei que... bem, achei que já
estava combinado, entende? E aí eu acho que você pode ter parcela da culpa.
Nada disso teria passado pela minha cabeça se você não tivesse me dado motivos
pra acreditar, pelo menos uma vez. Você não precisava ter alimentado minhas
esperanças em relação a nada, e eu tenho certeza que você sabe que fez isso.
Mas
tudo bem, talvez seja exagero meu. Afinal, você não me disse nada. Você não
demonstrou como se sente. Você se manteve neutro diante dos meus chamados.
Talvez seja medo, mas eu juro que não sei de quê, eu não te dou motivo algum
pra temer. Talvez seja imaturidade sua, que quer alguém alimentando seu ego
mesmo não estando interessado. Talvez até seja preguiça de sair da sua zona de
conforto, mas os motivos já não me interessam.
Eu já
nem te peço pra manter esse tal futuro que planejei pra nós. Eu só quero que
você me diga, me tire desse mar de dúvidas. Vamos! Não vai doer nada. Enquanto
isso, eu tô vivendo minha vida, mas preciso admitir: enquanto você não matar
esse futuro imaginário de vez, ele vai continuar a crescer em mim.
(Ainda tô me
acostumando com essa coisa de gostar de alguém...)
Nenhum comentário:
Postar um comentário